Sabonete Óleo Medicinal – Neem

Testando uma nova panela slow cooker de 8 litros e formato oval, fiz por hot process esse sabonete de Neem da linha de sabonetes Empório Alma & Olga, da Darluck natural cosmetics. O óleo de neem, um óleo medicinal fungicida, bactericida e inseticida dermatológico, é adicionado ao fim do processo HP e deste modo é preservado o principio ativo da Azadirachta indica.

www.darluck.com.br

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A Verdade: Sabonete em Barras vs Sabonete Liquido

Traduzi este artigo que foi publicado em 2011 no blog Go Green, de Hong Kong.
Os protagonistas aqui são sabonete em barras e o sabonete liquido, ambos industrializados, e não os produtos da saboaria artesanal que são naturais e na maioria das vezes, 100% vegetais.

Lembro-me de quando era criança, minha família inteira usava a mesma barra de sabão. Aos poucos porém, a barra de sabão pareceu desaparecer e foi substituído pelo sabonete líquido para lavar as mãos  e o corpo. Usar sabão em barra passou a ser considerado anti-higiênico e uma fonte de bactérias. O estranho é que mesmo nós que compartilhávamos sabão, raramente ficávamos doente e não tinhamos doenças. Nos últimos cinco anos, eu mudei para sabão em barra novamente e ainda estou razoavelmente saudável. Então, ou eu tenho uma sorte incrível ou tem fabricantes de produtos de cuidados pessoais magistralmente manipulado nosso medo de germes?

A mudança de sabão em barra para o líquido foi impulsionada por um medo de bactérias à espreitas no sabão em barra. Empresas incentivaram a noção de que o uso de sabonete líquido era mais higiênico.

Este artigo do NY Times (http://www.nytimes.com/2007/07/10/science/10qna.html?_r=0), que perguntou “cada membro da família precisa de uma barra individual de sabão para evitar que os germes se espalhem, ou temos que mudar para sabonete líquido?”, chegou a uma conclusão muito diferente. Ele cita estudos que concluíram que mesmo a lavagem com uma barra de sabão contaminado, é pouco provável a transferência de bactérias, especialmente se a barra for enxaguada entre os usos. De acordo com o New York Times:

“… barras de sabão foram inoculados com as bactérias E. coli e P. aeruginosa, em níveis 70 vezes maiores que os relatados em barras de sabão usados​​. Em seguida, 16 pessoas foram orientados a lavar as mãos como de costume com as barras inoculadas.

“Depois de lavar, nenhum dos 16 membros do painel tinham níveis detectáveis ​​de qualquer bactéria teste em suas mãos”, escreveram os pesquisadores. “Estes resultados, juntamente com outros relatórios publicados, mostram que pouco perigo existe na lavagem das mãos rotineiramente com sabonetes usados ​​anteriormente e apoiam o uso frequente de água e sabonetes para lavar as mãos.”

Então, como pode uma barra de sabão ter bactérias nela e ainda não espalhar germes? Simplesmente, a lavagem é um processo de dois passos. Quando você ensaboa-se a terminação óleo da molécula do sabão atrai e retém as gorduras e óleos da sua pele. Quando você lava-se, a terminação que tem afinidade por água da molécula de sabão é atraida pela água, limpa o sabão e leva as impurezas retidas para longe.

Isso nos leva à próxima pergunta “se sabonetes líquidos não fornecem nenhum benefício para a higiene, por que as empresas foram tão agressiva na comercialização de sabonetes líquidos para o corpo?” Este artigo no site US DailyFinance (http://www.dailyfinance.com/2011/05/03/savings-experiment-will-body-wash-or-soap-get-you-cleaner/) pode fornecer uma pista. Sua comparação mostrou que banhar-se com a quantidade recomendada (2 colheres de chá) de Olay sabonete liquido custou HK $ 1,33 por lavagem e durante o banho com barra de sabão Ivory custo pouco mais de HK $ 0,09, proporcionando um lucro significativo para as empresas que motiva as empresas a nos propor a mudança

Outra vantagem frequentemente citada do sabonete corporal líquido é que ele permite que os fabricantes possam adicionar hidratantes. Enquanto uma queixa contra sabão em barra é que ela pode ser agressiva e secativa. Na verdade, existem muitas variedades de sabonetes em barra no mercado que contêm glicerina e óleos naturais que hidratam a pele. Estes sabões podem ser tão gentil e suave na pele, eliminando qualquer desvantagem na lavagem do corpo. Se sabonete liquido não têm vantagens, eles têm desvantagens? Acontece que há muitas.

Em primeiro lugar, o uso de sabonete líquido também envolve conjecturas sobre a quantidade certa de usar. Muitas pessoas acabam usando mais do que o dobro da quantidade recomendada. Isto, para além dos hidratantes em sabão líquido, que deixam um resíduo, exige tempo extra para enxaguar. Cada minuto extra no chuveiro resulta em mais 19 litros de água indo pelo ralo. Com sabonete em barra, é muito fácil dizer quando você tem espuma suficiente, por isso não só é sabão em barra mais conveniente, mas ele economiza água.

Contendo muita água, sabão liquido para o corpo também são muito mais pesados ​​do que o sabão em barra, resultando em uma pegada de carbono significativamente mais elevada para o transporte. Embalagem para o sabão liquido são feitos de plástico que acabam nos aterros ou em nossos oceanos. Sabão em barra tem uma clara vantagem no transporte, embalagem e descarte.

Por último, vamos dar uma olhada no que está dentro. A maioria dos sabonetes liquidos são feitos de petróleo, enquanto muitos sabonetes de barra tradicionais são feitos de óleos de gorduras animais e vegetais saponificados. Os sabões líquidos necessitam da adição de agentes emulsionantes e estabilizadores para manter a sua coerência. Embora estes produtos químicos podem ter sido aprovados pelas autoridades competentes para uso em seres humanos, os procedimentos de teste não incluem a conseqüência do uso a longo prazo ou as interações entre estes e uma infinidade de outros produtos químicos no meio ambiente. Por exemplo, dietanolamina (DEA) é comumente adicionadas para lhes conferir uma textura cremosa e ação espumante. Ela inibe em ratinhos bebê a absorção de colina (não devem ser confundidas com cloro), que é um nutriente essencial necessário para o desenvolvimento e manutenção do cérebro. Altas concentrações de DEA também foram encontrados para induzir as alterações de peso corporal e órgão, afina o sangue, fígado, rim e testícular toxicidade sistémica em ratinhos. Um estudo de 2009 também constatou que a DEA é potencialmente tóxico para espécies aquáticas.

Só posso concluir, então, que os sabonetes liquidos para o corpo realmente oferecem pouco ou nenhum benefício para o consumidor, criam lucros significativos para os fabricantes, e são extremamente prejudiciais ao meio ambiente. Então, você está pronto para voltar?

The Truth: Bar Soap vs. Liquid Body Wash
Posted by gogreenhk in Personal Care, Shopping
http://gogreenhk.wordpress.com/2011/09/20/the-truth-bar-soap-vs-liquid-body-wash/

Traduzido por Roberto Akira Sugai
NT: na maioria das vezes foi traduzido bar soap e liquid body wash, como sabonete e sabonete liquido, respectivamente.
03/10/2014

Mousse de limpeza facial – pré-lançamento

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É com muito prazer e orgulho que apresentamos em pré lançamento nossa mais nova linha.
* Linha Facial Solution *
Elaborada com matérias primas selecionadas e ativos fitoterápicos para atender todos os tipos de pele, nos protocolos de higienização, tonificação e hidratação.
Nossos extratos vegetais de fabricação própria estarão em todos os produtos, somando qualidade e cuidado. Os resultados vocês sentirão na pele.
A DarLuck sempre inovando em suas pesquisas para oferecer o melhor em produtos, seguindo nosso conceito Natural.

Em breve estará a venda na Darluck – www.darluck.com.br

Extrato de Baunilhas

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Depois de uma longa espera de dois meses, finalmente ficou pronto o extrato de baunilha.

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Vai ser usado nas preparações cosméticas e na cozinha. Um autentico extrato de baunilhas e não essas essências de baunilhas sintéticas vendidas no mercado.

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Depois da extração e filtração, a baunilha restante foi processada para virar um açúcar de baunilha.
Baunilhas moídas com açúcar cristal.

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Preparando ativos de plantas e ervas medicinais – Extratos

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Produzimos os nossos próprios extratos de plantas e ervas medicinais que usamos nos sabões e fitocosméticos.

Fazemos isso porque queremos ter controle sobre a qualidade das matéria primas que usamos nos nossos produtos e para estar harmonizados com o conceito de produto natural e artesanal que advogamos e praticamos.

Os extratos industrializados contém produtos sintéticos derivados de petroquímicos, tais como o solvente propilenoglicol e o antioxidante BHT – ButilHidroxiToluene, e por este motivo e também por nem sempre a fonte ser confiável, não usamos esses insumos em nossos produtos.

Usamos um processo eficaz de extração que confere aos extratos produzidos qualidade e confiabilidade.

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Meu blog – 1 milhão de views!

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O blog atingiu hoje, 26 de Junho de 2014, a marca de 1 milhão de views depois de 18 meses de sua publicação.

É com grande satisfação, orgulho, que comemoro esta marca que está está em harmonia com o meu objetivo de partilhar conhecimentos.

Muito obrigado a todos os visitantes!

“Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”
Cora Coralina.

Darluck Saboaria e Cosmética – Parceria

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É com muito orgulho e satisfação que anuncio uma parceria técnica e comercial com a Darluck Saboaria Artesanal  de Cris Dragesso Luckachaki, de Tangará da Serra, MT.

A Cris é uma profissional esteticista consagrada e tem estado, há mais de 15 anos, atuando com a Estética Pro Mulher na cidade de Tangará da Serra. Tem um ano que resolveu se dedicar também a fazer a saboaria e cosmética artesanal e enfrentando inúmeras dificuldades devido a distância de mais de 2 mil km que a separa dos grandes centros, conseguiu estabelecer, com muita competência e dedicação, uma atividade que oferece produtos e serviços de altíssima qualidade o que reflete em clientes muito felizes!

saboa allCom uma criativa e abrangente linha de sabões artesanais, oferece uma completa solução de produtos naturais. Novos produtos irão surgir com regularidade para atender as necessidades dos cliente. Regastou de forma carinhosa as reminiscências do passado com a Linha Alma & Olga feitas por processo a quente que preserva os ativos dos óleos e plantas. Alma & Olga faz parte do portfolio de produtos que compreende as linhas de sabões, cosméticos, produtos para casa, todos naturais sem uso de produtos sintéticos e nocivos para a saúde.

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Recém lançados o inicio de uma linha completa de cosméticos 100% naturais, vegetais.

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Um espaço segregado, dedicado para a elaboração dos produtos, que em muito breve se planeja ampliar.

Tenho grandes expectativas com o sucesso dessa parceria, acredito na competência e na constância de propósito e qualidade dos trabalhos que sempre nortearam as atividades da Cris Dragesso Luckachaki!
Boa sorte e muito trabalho para todos nós

Loção pós barba – citrus lavanda

P1030864RevCompletando a linha de produtos para o barbear, uma loção pós barba tradicional (splash)  a base de álcool de cereais e mistura de óleos essenciais que lembra o aroma classico das antigas barbearias, o toque suave e refrescante dos cítricos somando ao vigor da lavanda e gerânio.

Produto 100% natural

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Este produto se encontram a venda na loja online.

Cosméticos naturais – lançamento!

P1030836É com muita satisfação que após seis meses de desenvolvimento e testes, estou lançando uma linha inicial de cosméticos – Creme Hidratante para o Corpo, Creme Hidratante para as Mãos e uma Loção Facial.

São todos produtos naturais de origem vegetal, isentos de qualquer derivado petroquímico e que seguramente seriam certificados como cosméticos naturais por qualquer das entidades certificadoras de presença global.

A dificuldade de desenvolver uma linha de produtos deste tipo aqui no Brasil, em escala artesanal, é a disponibilidade e a qualidade das matérias primas. É muito difícil obter os componentes principais e os ativos cosméticos de qualidade e confiança. Muito tempo foi gasto na procura das matérias primas adequadas e que atendesse os objetivo de desenvolvimento dos produtos cosméticos.

dimensoes cosmeticos verde tituloOs objetivos estabelecidos para o desenvolvimento dos produtos foram fundamentados nas dimensões que são usados corriqueiramente para se medir a eficiência e eficácia de um cosméticos. Isso podem ser medidos em 6 propriedades fundamentais – nutrição, proteção, penetração, aplicação deslizamento e oleosidade. A meta é conseguir o máximo nas cinco primeiras propriedades e o mínimo na oleosidade.

Acredito que consegui alcançar essa meta através da criteriosa escolha dos óleos, dos ativos cosméticos e do sistema emulsificante, desenvolvendo os três produtos 100% natural, isento de qualquer produto derivado do petróleo.

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P1030827Estes produtos se encontram a venda na loja online.

Loção pós barba – bay rum golden

P1030845RevComplementando a linha de produtos para o barbear, uma loção pós barba tradicional a base de álcool de cereais e mistura de óleos essenciais que lembra o aroma classsico das antigas barbearias que, somado a um toque de Ron de Medellin 8 anõs extra-añejo, proporciona um produto diferenciado.

Produto 100% natural

P1030840Rev CutSe tiver interesse de compra visite a loja online.

Reaproveitando o sabão – rebatch

P1030713Acumulei ao longo do tempo um monte de sabonetes que ficaram encostados aguardando um destino, e agora resolvi fazer um reaproveitamento – rebatch e doar os sabonetes para algumas instituições.

Tinha uma caixa cheia deles, a maioria embalados em celofane feitos em 2009 que acabei não comercializando, na época que eu vendia sabões, porque mudei a fórmula para um sabão mais duro e estes acabaram ficando.

P1030674P1030677O incrível é que esses sabões com quase 5 anos, estavam todos perfeitos, ainda com um acentuado aroma dos óleos essencias. Juntei a estes as contra-amostras dos lotes produzidos, alguns de testes que fiz, no total de 13 kg de sabão.

Primeiro passo é fragmentar as barras de sabonetes para facilitar o derretimento. Tentei com um moedor de carnes elétrico, mas não funcionou pois a maioria deste sabonetes tem uma composição de óleos predominante de insaturados (oliva) e portanto pegajosos, embora bem secos, que não flui pelo moedor.

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A alternativa foi ralar manualmente, um trabalho beirando a insanidade que demorou quase um dia inteiro para ralar, barra por barras, os 13kg de sabão.

P1030694Usei uma panela de cozimento lento (crock pot) para derreter e e fundir os sabões em uma massa única. Fiz em lotes de 2,5kg com adição de 10% de água.

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Como o sabão ralado ocupa muito volume cada lote de 2,5kg foi carregado em três etapas, demorando aprox. 3 horas cada processamento. O ultimo carregamento das raspas foi deixado fundir parcialmente para dar este efeito de aparas coloridas.

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Finalmente depois de quase um dia ralando os sabões e mais 15 horas de trabalho de rebatch, aqui estão as 100 barrinhas de 90g de sabonetes reprocessados.

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Uma incursão e um tributo ao azeite de Portugal

portuguese DOPEste post na verdade não é um tema de saboaria e sim um tributo caloroso que faço ao azeite de Portugal e a sua gente!
De uma análise técnica de saboaria, se converteu em algo mais amplo e importante que são os méritos e os benefícios do azeite para a saúde e bem estar das pessoas.

Sempre me incomodou algumas incertezas que advém qdo se fala do sabão 100% de azeite, o sabão historicamente chamado de sabão de castela, ou castilla ou castile. Esse sabão de Castilla dos reinados da Espanha, foi levado ao reino de Castilla pelos mouros lá pelo século XIII que por sua vez pegaram do sabão de Aleppo o ancestral pai e mãe de todos os sabões históricos, que na falta do óleo de bagas de louro, fizeram o 100% azeite. Mais ou menos duzentos anos depois esse sabão deu origem ao famoso sabão de Marselha.

Esse sabão de Castilla já nao existe mais faz muito tempo e o de Marselha está definhando, infelizmente. São processos a quente, o chamado full boiled, com salinização e retirada da glicerina. Hoje é feito artesanalmente por cold process, um processo totalmente diferente do que era feito, que produz sabão estruturalmente diferentes e mais frágil. Não temos testemhunho de como era o original Castilla, mas podemos referenciar o de Marselha, este nao baba e gelefica como o feito por CP.

Hoje em dia não existe saboaria industrial e nem artesanal mais evoluida que faça este tipo de sabao porque nao teria mercado. O sabao tem deficiências sobejamente conhecidas – pouca espuma e espuma miúda, fica mole quando molhado e no caso do artesanal (CP) baba muito qdo nao gelifica (dissolução). A falta de espuma farta e grande fez com que os fabricantes de Marselha começassem a colocar óleo de coco em tal quantidade que o rei de França baixou decreto estabelecendo o mínimo de 72% de oliva para continuar a ter denominação de sabão de Marselha. O artesanat de saboaria nos USA denomina esse castilla com coco, de Bastile, etimologia de bastard com castile.

Mas retomando ao o que comecei a dizer, me intriga o porque alguns saboeiros de Portugal afirmam que o sabao 100% azeite que fazem nao tem os defeitos mencionados e alguns só fazem este tipo de sabão. Resolvi analisar em certa profundidade para buscar o que chamo de elo perdido, se é que existe, do porque, a razão.

É bem simples, como é um sabão de um único óleo, o oliva, fica fácil trabalhar com essa única variável. A pergunta a buscar seria – a performance do sabão 100% azeite depende do azeite usado? Para responder essa pergunta fiz uma incursão ao mundo do azeite de Portugal. Fiquei encantado com o que descobri! Não em termos de utilidade para a saboaria mas bem mais amplo e importante, o mérito do azeite de Portugal para a saúde e bem estar das pessoas.

Sempre ouvi dizer da ótima qualidade do azeite de Portugal mas sempre levei com reserva este tipo de comentário porque a verbe nacionalista é sempre exacerbada e nem sempre corresponde à verdade.
Hoje falo com a maior tranquilidade que de fato o azeite de Portugal é o melhor do mundo! Não sou um conhecedor de azeite, nunca fui, mas na minha ótica química, analisando a constituição e a composição dos óleos de oliva, é possível inferir a qualidade e o impacto na saúde dos consumidores.

Portugal tem uma produção que corresponde a aproximadamente 2% da produção mundial e tem anos que não supre o consumo interno e a exportação, sendo necessário a importação. As oliveiras estão presentes na paisagem portuguesa por milênios, recente foi mostrado uma oliveira de 2450 anos de idades em terras alentejanas de Monsaraz e algumas outras de um milênio, no mesmo sítio.

Oliveira de 2450 anos em Monsaraz

Oliveira de 2450 anos em Monsaraz

Os fatores que afetam a qualidade do azeite são: a variedade, o estágio de maturação, condições ambientais, práticas de cultura, método de extração do óleo, etc, sendo o mais importante a variedade da oliveira. Em Portugal existem duas dezenas de variedades de oliveira sendo as mais importantes as que constam na tabela abaixo, produzidas nas 7 regiões DOP – Denominação de Origem Protegida, como mostrado na figura acima.

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Está mais do que provado em inúmeros trabalhos científicos que os ácidoa graxos monoinsaturados, no caso o ácido oleico (C18:1) fazem bem ao coração, somados aos efeitos do compostos fenólicos presentes no oliva. Todos os azeites portugueses destas DOP tem acima de 70% de ácido oleico, destacando a varidade Verdeal Trasmontana com mais de 80%. Aqui já temos o indício da excepcional qualidade do azeite português.

E agora, como fica em termos de sabão?
Existe uma diferênça significativa do teor de linoleico (C18:2), um ácido graxo poliinsaturado. A maioria das variedades possuem teores abaixo de 6% e somente as variedades Cobrançosa com 8 % e a rara variedade Madural com 13% ambos de Trás-os-Montes, tem reores acima dos 6%.
Minha análise não foi conclusiva pois carece de experimentações, e lanço aqui um desafio aos amigos portugueses – será que tem diferênças no sabão 100% azeite feito com azeite da variedade Cobrançosa versus um sabão feito com a variedade Verdeal, ou melhor, entre Trás-os-Montes e Alentejo?
Lembro que a poliinsaturação nos óleos compromete a dureza e está relacionado também a baba e gelificação ao contato com a água.
O fato inegável é que existe uma diferênça na composição dos ácidos graxos das várias variedades de oliva produzido em Portugal, resta comprovar se essa diferênça tem impacto ou não nas propriedades do sabão 100% azeite.

Interessante notar que nas calculadoras da Soapcalc e da Mendrulandia, o padrão estabelecido do teor de linoleico é de 12%, com certeza nao foi baseado no azeite português.

Alguém deve estar perguntado, mas como fica esse azeite português comparado com outros, por exemplo, o azeite produzido na Espanha?
Vamos ver a tabela abaixo:

olive oil fa composition wwSim, surpresa? Aqui está a comprovação de que o azeite de Portugal pode ser considerado o melhor do mundo!

Como referência de um olival e produção de azeite em Portugal, cito este que seguidamente vem ganhando premios internacionais e já ganhou o de melhor azeite do mundo, a Risca Grande, no Alentejo, em Beja. Uma empresa modêlo, com gestão moderna e estimulante, com práticas benchmark e um GMP exemplar:
http://www.riscagrande.com/

Obrigado a todos!

Sabão de óleo usado – carbonato de calcio

P1030287Rev TituloObservei que algumas inicitiavas de reaproveitamento de óleo usado com a produção de sabão, tanto de empreendedorismo individual quanto de ONG, usam o carbonato de calcio ou dolomita – minério de carbonato de calcio e magnésio.

Fiquei curioso porque a adição destas cargas onera os custos do produto e só justificaria se tivesse uma função muito específica. Pedi informações e como ninguém respondeu, resolvi fazer alguns testes.

sabao oleo usado caco3A fórmula usado foi essa. O corante base água de cor azul foi usado para a melhor visualização do teste.
P1030290tituloP1030291tituloPara medir a diferença na dureza do sabão foi improvisado este dispositivo que imita um aparelho de medida de impacto. Consiste de um tubo direcionador, de 1 metro de altura por onde é  lançado uma haste de aço com 15g de peso. Por gravidade esta haste percorre o tubo direcionador e penetra na massa de sabão. A dureza é medida pela profundidade de penetração (mm).

impactoO sabão ficou secando 25 dias antes do teste de dureza e ambos, o com e o sem carbonato, tiveram o mesmo valor de dureza de 6 mm.

P1030303O teste de formação de espuma foi feito com um pincel de barba friccionado de modo padronizado no sabão para desenvolver a espuma. Não foi notado nenhuma diferênça. O comportamento do sabão molhado também foi identico, formando a “baba” característica deste tipo de sabão.

Para testar a oxidação (rancidez) do sabão, estes foram deixados ao lado de uma janela de vidro exposto ao sol direto da manhã por 10 dias.

P1030453textDiferênça significativa, o sabão com carbonato de calcio tem muito melhor resistência a oxidação.

Conclusão:
Pelo que foi testado só podemos dizer que o carbonato de calcio melhora a resistência à oxidação deste tipo de sabão que é muito propenso a rancificar.
Acredito que não seja esse o principal motivo de usar dolomita ou carbonato de calcio no sabão de óleo usado, mas infelizmente não consegui ter mais elementos que pudessem justificar o seu uso. Lamento também que as pessoas que usam este tipo de carga não divulgem os méritos de se fazer isso, de tal modo que justifiquem o penalti nos custos, todos sairiam ganhando.

Sabão dominó

IMG_0536IMG_0556Uma variação do mesmo tema dos sabões petit poás, aqui está o sabão dominó.
São sabões com a formulaçao básica de óleo de palma/babaçú/oliva/mamona – 35/30/30/5, SF de 5%, concentração da soda de 30% e dióxido de titânio (1% s/o) e carvão de bambú (1,5% s/o) para dar, respectivamente, a cor branca e a cor preta.
Para o aroma foi usado óleo essencial de petitgrain/patchouli – 2/1, 3,5% s/o.
É o conjunto completo do jogo de dominó com 28 sabões de aprox. 100g (8 x 5 cm).

IMG_0451Primeiro são desenhados todas as 28 pedras do jogo do dominó, dimensionados para dois moldes, um de 300 x 270 mm e outro de 300 x 180 mm, sobra um excesso em ambos os moldes. Isso gera um gabarito para o posicionamento sobre a manta de massa de modelagem posicionada no fundo do molde e a marcação.

IMG_0454Os canudos de 8 mm são posicionados na massa de modelagem de acordo com a marcação feita com o gabarito.
IMG_0455Ao total foram 195 canudinhos de milk shake, 132 no molde maior e 63 no menor.

IMG_0462O sabão é preparado com o traço leve e vertido nos moldes. Tive um problema ocasionado pela aceleração do traço devido ao óleo essencial de limão siciliano e o súbito aumento da viscosidade no momento de colocar no molde, derrubaram os canudos do molde menor. Tive que refazer o sabão dos dois molde e preparar novamente o molde menor.

IMG_0466IMG_0467Após 12 horas os canudos foram retirados.
IMG_0472IMG_0473O sabão preto de carvão de bambú é preparado e as 195 cavidades são preenchidas com este sabão.
IMG_0479IMG_0480Depois de 12 horas o sabão é retirado dos moldes e cortados seguindo o desenho do gabarito.

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Meu Caminho de Santiago – esclarecimentos

Tenho ouvido comentários que o meu relato do Caminho é um bocado desencorajador para quem pretende fazer a jornada.

Minha intenção não é, de modo algum, desencorajar as pessoas a fazerem o Caminho de Santiago. A minha intenção é que as pessoas tenham uma noção mais real das dificuldades, as dificuldades existem, não se pode negar.

Meu caso não pode ser uma generalização pois o que aconteceu com o tempo durante meu Caminho, foi algo anormal, atípico – ouvi muitas vezes, “desde 1930 o inverno não foi tão prolongado e nunca em 20 anos choveu tanto nesta época do ano”.

Vamos aos fatos. Pesquisei e achei no site do Gobierno de Navarra (http://meteo.navarra.es/archivo/comentariosdelmes/) os dados meterológicos desta provincia nos meses de maio e junho, período que fiz o Caminho.

Realmente, como se pode ler, o tempo foi muito anormal, muita chuva e baixas temperaturas que bateram séries históricas de 30, 37 anos!

Transcrevi os documentos, abaixo:

COMENTARIO METEOROLÓGICO DEL MES DE MAYO DE 2013

El mes de mayo se ha caracterizado por ser un mes muy frío en toda Navarra. En cuanto a las precipitaciones, mayo se puede caracterizar como un mes normal a húmedo en la mitad sur y de húmedo a muy húmedo en la mitad norte. El agua almacenada en los pantanos ha pasado del 89% en que se encontraba el mes pasado al actual 93%.

Las precipitaciones se han situado por encima de la media en prácticamente toda Navarra, salvo los observatorios de Lerín, Olite y Tudela que se encuentran en valores próximos a los valores medios. En general, en la mitad sur se recoge entre el 100 y el 150% de los valores medios. En la zona norte los valores de precipitación de este mes de mayo se sitúan entre el 150 y el 200%, salvo en la zona de mayor influencia atlántica en donde se llega casi a triplicar la lluvia esperada. Han sido numerosos los días de lluvia, pero en general estas no han sido muy intensas, apareciendo el fenómeno del granizo entre los días 15 y 17 fundamentalmente, pero de forma poco intensa y sin ocasionar mayores daños a los cultivos.

En la mitad norte de Navarra se han registrado más de 20 días de lluvia. En las estaciones de Lesaka y Valcarlos se han llegado a registrar 26 días de lluvia; en el caso de la última estación es el mes de mayo con más días de lluvia de una serie de 37 años. Otras estaciones con series que superan los 30 años y que han registrado más días de lluvia este mes de mayo que los registros históricos son Erro, Espinal y Zubiri. Los valores de precipitación en un solo día más altos para el mes de mayo se han superado en las estaciones de Goñi, Navascués y Sesma (las dos primeras con series superiores a 30 años). Otro hecho destacable es que parte de estas precipitaciones se siguen recogiendo en forma de nieve en zonas altas, ya que el día 18 la nieve llegó a cubrir el suelo de estaciones como Goñi, Olagüe, Erro, Eugi y Zubiri.

La precipitación acumulada entre el 1 de septiembre y el 31 de mayo sigue mostrando un mapa en el que todos los observatorios se sitúan por encima de los valores medios, entre el 135% de Doneztebe-Santesteban y el 209% de Galbarra. Esto conlleva que en un total de 32 estaciones se haya ya superado los valores de precipitación máxima del año agrícola (del 1 de septiembre al 31 de agosto del año siguiente), a falta de tres meses. Cabe nombrar los observatorios de Aibar, Alloz, Epároz, Erro, Espinal, Javier y Valcarlos, por tener series superiores a los 30 años. En Pamplona no se ha superado todavía la máxima precipitación en un año agrícola, pero hay que remontarse al año 1967-1968 para superar los valores de la campaña 2012-2013, es decir, este año es el de mayor pluviometría de los últimos 45 en Pamplona, teniendo además en cuenta que quedan por sumar las precipitaciones que se reciban durante los meses de junio, julio y agosto.

Si bien la pluviometría elevada es algo que caracteriza a la campaña 2012-2013, lo que más caracteriza este mes de mayo son las bajas temperaturas. La temperatura media se ha situado por debajo de la media en toda Navarra, con anomalías que van entre los -2,5 o C de Aibar a los -5,2 o C de Leyre, estando la inmensa mayoría del territorio comprendido entre los -3,0 o C y los -5 o C, es decir, valores medios más propios de un mes de abril que de un mes de mayo, por lo que se puede caracterizar el mes como muy frío o extremadamente frío en todo el territorio. En 38 estaciones se ha registrado la temperatura media más baja de un mes de mayo; de ellas en 30 tienen una serie superior a 20 años, entre ellas se pueden nombrar las estaciones de Aoiz, Leyre o Sesma en los que la temperatura media se ha situado más de dos grados por debajo de siguiente valor más bajo de su serie. Siguen registrándose heladas en zonas altas, superándose el número de días de helada en Areso, Irotz, Olage y Urzainqui, produciéndose la última helada el día 26.

Se han registrado vientos superiores a los 100 km/h durante en las estaciones de Arangoiti (día 31) y Gorramendi (días 25, 28, 30 y 31). El día 31 se alcanzaron los 123 km/h en Gorramendi y los 114 km/h en Aralar.

COMENTARIO METEOROLÓGICO DEL MES DE JUNIO DE 2013

Junio se ha caracterizado por ser un mes frío y húmedo en toda Navarra. El agua almacenada en los pantanos ha pasado del 93% en que se encontraba el mes pasado al actual 89%.

Las precipitaciones se han situado por encima de la media en toda Navarra. Los observatorios más meridionales (Buñuel y Fitero) son los que han registrados precipitaciones más próximas a los valores medios. Por otra parte, los observatorios que más se han alejado de los valores medios son los de Galbarra, Irotz y Leyre que han recogido entre 2,7 y 2,8 veces los valores esperables. A pesar de que el mes ha sido húmedo, los días de lluvia están dentro de los valores medios, lo que nos indica que las lluvias han sido intensas cuando se han producido. Esto lo confirma el hecho de que en diez minutos se recogieran: 12 litros en la estación de Tudela-Montes de Cierzo el día 6; 9,4 litros en Sartaguda el día 8; 6,4 litros en Irabia el día 7; 5,3 litros en Etxarri- Aranatz el día 7 y 5,1 litros en Doneztebe-Santesteban el día 9. A pesar de que las lluvias han sido intensas ha granizado en pocas estaciones y sin provocar daños importantes. Los días 7 y 8 llovió intensamente en toda la Comunidad, pero especialmente en la zona norte el día 8. El hecho de que estas precipitaciones no se registraran en puntos aislados, sino en una amplia zona, junto con unos suelos saturados provocó importantes crecidas de varios ríos, siendo la más relevante por los daños ocasionados la que se produjo en la Cuenca de Pamplona el día 9. Destacar que el río Ultzama a su paso por Olave pasó de registrar unos 13 m3/s el día 8 a 370 m3/s el día 9 y volvió a bajar a entorno los 20 m3/s el día 10. Se han superado los valores máximos de precipitación recogida en 24 horas en el mes de junio en las estaciones de: Aribe, Arizkun, Barásoain, Epároz, Erro, Espinal, Eugi, Irotz, Irurtzun, Lesaka, Olóriz, Puente la Reina, Urzainqui y Zubiri. Tomando en consideración la lluvia acumulada de todo el mes de junio han superado los valores máximos de precipitación de este mes las estaciones de Espinal, Eugi, Irotz, Lesaka, Olóriz, Puente la Reina y Urzainqui. Todas las estaciones nombradas tienen series de más de 30 años.

La precipitación acumulada entre el 1 de septiembre y el 30 de junio sigue mostrando un mapa en el que todos los observatorios se sitúan por encima de los valores medios, entre el 136% de Doneztebe-Santesteban y el 213% de Galbarra. Un total de 49 estaciones han superado ya los valores de precipitación máxima del año agrícola (del 1 de septiembre al 31 de agosto del año siguiente), a falta de los meses de julio y agosto. A las estaciones que ya lo habían superado el mes pasado se suman este mes Aribe, Betelu, Caparroso, Esparza de Salazar, Eugi, Goizueta y Olagüe nombrando solo aquellas que tienen una serie superior a los 30 años.

La temperatura media se ha situado por debajo de la media en toda Navarra, con anomalías que van entre los -1 o C de Pamplona a los -3,4 o C de Leyre, estando la inmensa mayoría del territorio comprendido entre los -2,0 o C y los -3 o C, lo que permite caracterizar el mes como muy frío en prácticamente todo el territorio, con puntos aislados de carácter frío en todas las regiones agrarias. Sin embargo, solo se ha superado la efeméride de temperatura media más baja, en estaciones con una serie de más de 20 años, en la estación de Aoiz.

Las rachas más intensas de viento se han registrado en las estaciones de Bardenas-Loma Negra (99 km/h el día 1 y 88 km/h el día 9) y Aralar (88 km/h el día 9).

Eu nunca fui um atleta, eu costumo dizer que pavimentei meu caminho para ter uma vida melhor, com certo preparo físico. Eu corri na rua durante 20 anos quase todos os dias 5 km, corri 15 São Silvestre consecutivas e quando resolvi fazer o Caminho, entrei numa academia e durante 9 meses, 5 vezes por semana, me preparei para melhorar a resistência, fiz musculação, spinning bike e pilates.

Com todo este background ainda assim, sofri muito nas primeiras duas semanas e como comentei, gente veterana do caminho, como a Dona Isabel, de Alicante, na sua quinta jornada, se queixava das dores nos pés e todas as noites passava um gel relaxante muscular nas pernas e nos pés.

Pessoas como a espanhola de Val D’Arcan, acostumada a caminhar nos Pirineus, subir e descer montanhas, trabalhar na estação de inverno, na sua terceira jornada, tinha lá suas queixas de dores.

Eu tive a sorte de não ter bolhas nos pés, mas ví muita gente com bolhas terríveis que tomava a planta do pé inteira. Em alguns albergues tinha até o “especialista” em fazer o tratamento, o curativo com Compeed. Eles estavam lá não era por mero acaso, bolhas nos pés é a coisa mais comum, doi e faz sofrer e acontecem naqueles trechos iniciais, os trechos mais acidentados e onde a euforia do Caminho é mais intensa.

Cruzei com uma senhora espanhola que o apoio lateral da mochila friccionava no osso do quadril e mais de uma fez a vi chorar de dor.

A mim o que ficou é uma unha preta do dedão do pé que em três meses dizem que vai cair… mas nasce outra!

Se vai fazer o Caminho, esteja preparado para sofrer, o sofrimento faz parte do Caminho, é isso que quero deixar mais claro e desmistificar que o Caminho são só flores… tem espinho também!

Se for, desde já, um Buen Camino!