Química

 Química do sabão

Saponificação e formação de gel

 Gel or not gel

Quem sabe o tema gel seja o mais controverso de toda as questões do cold process. Metade dizem que é preciso atingir o estado do gel, outra, não se importa. Fiz algumas experiência sobre este tema polêmico da formação de gel.

Fui acompanhando o desenvolvimento da formação de gel, medindo a temperatura e o tempo. Usei a fórmula padrão de oliva/babaçú/palma/mamona: 30/30/35/5. Usei esta caixinha de isopor para ter o melhor isolamento térmico. Não se atenha à medida da temperatura pois como esse termômetro é por infravermelho, ele somente mede a temperatura superficial. Como existe um gradiente de temperatura de dentro para fora, a temperatura no interior com certeza deveria estar maior.   Repeti a experiência usando um termômetro digital para alimentos que é inserido dentro da massa. Deste modo foi possível medir com maior fidelidade a temperatura da reação de saponificação e formação de gel.

Este é o gráfico da medida da temperatura em função do tempo. Pode ser visto que a maior temperatura acontece nas proximidades do inicio da formação de gel: 2 horas, 60°C. Até aqui a grande questão é: o que a formação de gel influência nas propriedades do sabão e quais os fatores que afetam tal formação?

Encontrei, bem depois que fiz estas experiências, um trabalho excelente do Prof. Dr. Kevin M. Durr (http://cavemanchemistry.com) sobre este assunto, que elucidou a maioria das dúvidas. Resolvi traduzir parte deste artigo do Dr. Kevin para aumentar a nossa base de conhecimentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Veja que o gel tomou todo o volume deste bloco de sabonete citrus.

 

 

 

73 ideias sobre “Química

  1. Encontrei sua pagina por acaso pois estou pesquisando sobre todo tipo de sabão e sabonete artesanal e confesso… gostei demais das suas postagens… Estou com algumas planos de abrir uma saboaria e você passa muitas ideias… Cássia

  2. Olá professor,
    Sou eu novamente solicitando sua orientação.
    Há poucos dias fiz um sabonete cuja proporção de óleos foi a seguinte:
    palma : coco : castanha do pará : abacate : mamona
    15 : 10 : 30 : 35 : 10
    Água – 32% da quantidade de óleos
    Superfat – 8%
    OE – laranja doce e Litsea cubeba
    2 colheres chá de mel
    Aguardei a temperatura dos óleos e da solução de soda baixarem a 40°C e misturei-os.
    O problema é que no dia seguinte ele havia passado para o estágio gel.
    Como vc mesmo mencionou, não há perda das propriedades no produto final, mas o problema é o aspecto visual. A cor do sabonete “gel” é mais feia.
    O que pode ter saído errado?

    • Violeta,
      Acho que nada saiu errado. O fato de ter dado gel, não significa nenhuma anomalia e a cor, aquela marca que fica no sabão com gel, normalmente tende a desaparecr com o tempo. Único fator que pode impedir isso é uma modificação do óleo essencial que vc usou que pode se alterar com a alta temperatura da fase gel e mudar de cor.

      Uma curiosidade, se vc usou óleo de castanha do pará, vc fez os cálculos da quantidade de soda necessária na mão? Digo isso porque a maioria das calculadoras não tem o óleo de castanha do pará na sua relação de óleos. Eu fiz os cálculo na mão e o resultado foi: para 100g de óleos vai ser necessários 13g de NaOH e 32g de água

      • Oi professor,
        Sim, fiz os cálculos “na unha” e as quantidades de NAOH e água foram as mencionadas acima.
        Deu um certo trabalho devido ao fato de o óleo de castanha do Pará não constar da lista das calculadoras. Tive de procurar o IS na internet e fazer uma suposição quanto aos resultados da mistura levando em consideração a composição de ác. graxos, mas creio que isso faça parte da “diversão”.
        O resultado efetivo do produto saberei só daqui a um mês.
        Obrigada novamente e boa viagem!

  3. Olá professor.
    Fiz os cálculos “na unha”, mas o que deu um pouco mais de trabalho foi localizar o IS e a composição de ác.graxos do óleo de castanha do Pará.
    Como este óleo não consta nas calculadoras, tive de fazer algumas suposições quanto as características do sabonete obtido. Creio que esse seja o lado “divertido” da saboaria.
    Saberei o resultados reais somente daqui a 1 mês.
    Até lá ficarei na expectativa. É um bom trabalho de paciência.
    Obrigada novamente e boa viagem!
    Espero que traga novidades para nós.
    Aguardamos ansiosos.

    • Violeta,
      Excelente, vejo que entende e tem controle sobre esses cálculos.Poucas pessoas sabem fazer isso com desenvoltura. Parabéns!
      Eu acho que, digamos, segredo, apesar de não gostar desta palavra, da saboaria está em conhecer os óleos, ter na cabeça a composição dos principais. Com isso fica muito fácil começar a formular sabão, das coisas que mais gosto.

      • Professor, admiro muito seu trabalho. Pena que não tenho como ir fazer um curso pessoalmente. Gostaria de produzir sabonetes, mas principalmente shampoo em barra por cold process, usando os óleos de acordo com as necessidades do cabelo. Tem alguma dica de como/onde aprendo a calculá-los “na mão”. Sou nova no ramo (nunca fiz, mas quero/preciso muito fazer) e não consigo entender as calculadoras e suas tabelas. Mas tenho interesse em aprender e sou muito esforçada. Grata, desde já pela ajuda! Deus abençoe.

        • Maria,
          Faça como centenas de pessoas fizeram, estudo os fundamentos no site.
          Aprenda a calcular a quantidade de soda na mão e depois de entender bem, aí sim, procure uma calculadora online. minha sugestão é que use de inicio a calculadora da Mendrulandia, está em português, o que ajuda muito

  4. Akira, parabéns
    Gostei da sua disposição em divulgar os experimentos e descobertas.
    No Brasil tem uma empresa que vende oleoresina de alecrim em pequenas quantidades.
    Já fiz alguns sabões com óleo essencial e com essência. Contudo, quando uso essência, o sabão desanda, endurece rápido e verte um líquido transparente no final.
    Qual a razão da essência ser tão incompatível com o sabão, mesmo sendo em pequena quantidade ?
    Abraços
    Denise

    • boa noite, estou iniciando com a criacao de sabao embora com
      muitas duvidas , faco bastante pesquisa, gostaria de saber onde comprar a resina de tintura alecrim, agradeco pela informacao,
      estou muito feliz com as informacoes do Prof. Roberto Akira ele
      esta de parabens, pelo capricho e talento
      Abracos
      Creusa

  5. Tambem encotrei o seu site por acaso,estou muito feliz em saber que, em mundo onde as pessoas so pensam em levar vantagem,existem pessoas solidarias que pensam em ajudar o proximo,como voce.O mundo esta precisando de gente como Roberto Akira.Gostei muito,um forte abraço e que DEUS abençoe voce e sua familia,ate a proxima querendo DEUS.

  6. Professor, a sua página é, sem dúvida, a melhor que já visitei. E porquê? Porque é científica. E porque o senhor não só é um científico, é um FILÓSOFO!!!!
    Escrevo-lhe desde Espanha, onde resido atualmente. Tenho tantas coisas para lhe perguntar… É assim, desde sempre gosto das “coisas antigas” (no caso do sabão, agora bem na moda) e moro ao lado de uma residência universitária. A residência “deita fora” litros e litro de óleo de girassol, o que utilizam nas fritadeiras industriais e eu agora peço-lhes de vez em quando cinco litritos para fazer sabão. Como sabe, em Espanha também é muito barato o azeite (mesmo o virgem extra) e essas são a duas matérias primas que ando a testar para os meus sabões (muito básicos).Em Espanha, a nível caseiro ou artesanal, é impossível encontrar óleos de coco ou babaçú (a não ser por preços astronómicos) e eu quero aproveitar o que tenho “à mão de semear” e por um preço acessível. A sua página professor, para mim vai ser uma enciclopédia porque estou farta de me perder entre sites de , como costumo dizer em castelhano, “chichipam. Muitíssimo obrigado. e já agora, pode escrever algúm comentário sobre o que se conhece como Sabão de Castela? Que desastre o da Síria!!! Aleppo destruída!!! Vou estudar bem todos os processos em frio da sua página e já o irei maçando com perguntas. Já agora, com o sabão de óleo de girassol o traço demora bastante e é bastante líquido, porquê?
    Muito obrigado pela página

    • Alda,
      Obrigado!
      O óleo de girassol tem muito ácido graxo poliinsaturados, o linoleico e o linolênico e deste modo realmente o traço é mais demorado.
      Uma sugestão, participe de um grupo de discussão e partilha das coisas da saboaria, no facebook de Portugal: https://www.facebook.com/groups/saboaria/
      ë um grupo fechado, mas é só pedir adesão.

  7. Parabéns pelo excelente trabalho! Estou com muita vontade de fazer sabão artesanal e o seu site é muito completo. Obrigada pelas publicações.

  8. Olá Professor tudo bem?

    Antecipadamente lhe parabenizo pelo excelente trabalho, suas explicações são bem didáticas e consequentemente melhor assimilada.

    A mais de 5 anos trabalho com fabricação (na verdade manipulação), de sabonete glicerinado, no entanto nunca produzi a base, só na faculdade, mas já tinha visto alguns blogs falando sobre produção de sabonete.
    O fato é que tenho comprado a base pronta da “Nossa Terra” e manipulado, adicionando argila e extratos.
    O meu objetivo nesse momento é produzir meus próprios sabonetes, melhorando a qualidade do produto.
    Então você pode me dizer se é necessário produzir a base e depois derreter novamente para adicionar a argila e o extrato?

    • Wellington,
      Isso de vc fazer a sua base, vc tem que analisar e decidir se vale a pena.
      Eu nao faço sabonete de base glicerinada, mas se fosse fazer eu faria as minhas bases porque assim eu teria controle total sobre a sua composição e qualidade.

  9. Gostei muito do seu site! Parabéns pelo trabalho e pela generosidade de compartilhar suas ideias e experimentos, o que não acontece muito atualmente nesse “mundo moderno” de hoje.
    Meu pai foi saboeiro, por necessidade financeira pra criar a família de com 7 filhos.
    Sua matéria prima era a pior que existia naquela época, acredito eu, borra de sebo de ossos bovino de fornecida por um frigorifico. Tinha que ferver tudo primeiro, coar restos de ossos numa peneira e depois lixiviar o material coado para saponificar.
    Eu era dos filhos mais velhos e depois dos 14 anos via meu pai com toda aquela trabalheira e comecei a estudar e trabalhar de empregado cedo para poder ajudar em casa.
    Adquiri nesse tempo, com a intenção de tentar ajudá-lo, um livro intitulado: “Fabricação de Sabões e Artigos de Toucador” – Autor: A. Ribeiro Mello (Químico) – Editora Lep Ltda.- 1951. Cheguei a sonhar em investir na atividade de meu pai com maquinas e matérias primas de melhor qualidade, carrego ainda comigo esse livro, mas a vida me levou para outras bandas e acabei me esquecendo do sonho e meu pai já faleceu a bastante tempo.
    Me aposentei e o sonho voltou novamente.
    Pretendo compartilhar algo brevemente.

  10. Estou encantada com as suas postagens. Tire uma dúvida sempre fiz sabonete de glicerina e agora tenho visto receitas com solda caustica sendo com solda deixa de ser natural?

    • Maria Antonieta,
      De nodo algum, para se fazer o sabão de saponificação, é preciso usar a soda e o produto é natural

      Eu não vendo equipamento, essa seladora eu não conheço quem venda no Brasil

      Eu não faço artesanato em sabão, não faço sabão com o uso de base glicerinada

  11. OLÁ! Estou curiosa com suas fórmulas. Hj mesmo testarei uma delas. Fiz dois cursos e aprendi a usar sempre a vitamina E e o óleo resina de alecrim. Noto que vc não usa, o que para mim é ótimo, pois vai baratear as minhas barras. Mas gostaria de saber se realmente é necessária a utilização ou não, se fazem apenas por prevenção. E se também tem relação com você nao usar superfat. Você faz o desconto na soda? Desde já, parabéns pelo trabalho!

    • Mariana,
      Depende da formulação do sabão. Se é uma formulação balanceada com óleos resistentes à oxidação, não é preciso anti-oxidantes. As fórmulas que estão disponíveis para downloads, são balanceadas e tenho sabão feitos há 6 anos e estão perfeitos sem usar anti-oxidantes. Sim depende do SF, formulas balanceadas tem no máximo 5% de SF

  12. Professor Akira
    Tive oportunidade de solicitar informações por e-mail, e vou fazer a mesma pergunta que fiz a um ano atrás: faço sabão e quantidade de ingredientes são:
    5 litros de óleo
    1 litro de soda caustica

    pergunta:

    esta quantidade esta dentro dos padrões para fazer sabão, sem que danifiquem a pele e as roupas ?

  13. Olá Japudo! Faz tempo que eu tenho a seguinte dúvida: A lixívia pode alterar (ou diminuir) as propriedade do óleo essêncial?
    Agradeço se puder me auxiliar.

  14. Boa noite professor Akira. Você teria alguma sugestão de fornecedor ou marca de NaOH com grau de pureza confiável e alto? 99% de verdade? Obrigado e um abraço!

  15. Bom dia. Mais uma dúvida: tenho há mais de dois anos uma certa quantidade de oleos orgânicos de Palma e de Palmiste. Estão guardados em baldes, porém fora de refrigeração. Aparentemente estão inalterados, mas pode ser que haja uma elevação no seu índice de acidez. Esta acidez mais elevada – caso ela exista em função do tempo e das condições de armazenamento – teria alguma repercussão no sabonete final? Mais uma vez obrigado pela ajuda.

    • Clomar,
      Palma e palmiste são óleos saturados e portanto tem longa vida util e depois de desenvolvido os óleos não há um aumento na acidez.

      • Obrigado.
        Fiz ontem o sabonete de coco 100% conforme sua fórmula, porém usei óleo de Licuri. Aliás, gostei muito deste óleo. Por conta da minha sensibilização para quase tudo não usei água de coco e o leite. Fiz com água deionizada. Mantive os 20% de sobra do óleo e concentração de 30% lixívia. Hoje desenformei… parece ótimo. Agora é esperar para ver o resultado. Um abraço e um ótimo final de feriado!

  16. Olá Akira, como vai?

    Eu gostaria de fazer o carimbo invertido da Auntie Clara’s. Ela diz usar um fio de aço para isso. O senhor sabe qual aço eu posso usar? Eu encontrei somente o aço galvanizado. O senhor sabe se ele reagem com a soda cáustica? Também me falaram do “níquel cromo”. Não sei se seria uma opção.

    Este é o post da Clara sobre carimbo invertido: http://auntieclaras.com/2014/04/tutorial-inverted-stamp-technique-lattice-tops-more/

    Muito obrigada,
    Gabriela

    • Gabriela,
      Para fazer o “carimbo” vc precisa de um fio/arame maleável. O fio de inox é difícil de ser trabalhado, vc pode usar esse galvanizado desde que trabalhe rápido.
      Outra opção é usar um fio sólido revestido, esse usado em instalação elétrica.

      • Obrigada mais uma vez pela ajuda, Akira. Eu procurei o fio de inox, mas achei somente um modelo extremamente fino. Bom saber que ele não é maleável, assim não perco o meu tempo procurando uma espessura maior. Embora a Clara mencione a possibilidade de usar o fio revestido, fiquei na dúvida se ele também não reagiria com a soda cáustica. Vou tentar essa opção por aqui. Um abraço.

  17. Tenho uma dúvida com relação à quantidade de água a ser usada no Cold Process.
    Usando a calculadora de sabão, o resultado é uma quantidade de água que varia numa faixa muito grande – normalmente ficamos com a média. Contudo, gostaria de saber qual a quantidade usual a ser usada?
    Dei uma lida na parte de Química da saponificação e formação de gel. Sei que a quant. de água está relacionada com isso, mas não consegui tirar uma conclusão daqueles resultados. Vi por meio das fotos que uma quant. boa seria entre 24% e 27%, mas não sei se isso está certo, nem o porquê – e nem se eu posso usar uma quantidade maior que isso.
    Pensei em usar a quantidade de água necessária para solubilizar a soda (solubilização: 1110 g/L) e outros componentes (pigmentos, aditivos, etc), e com isso, a quantidade de água passa a ser muito menor do que o valor mínimo da calculadora de sabão (cerca de 11%).
    Se puder me auxiliar nessa dúvida, ficarei muito grato.

  18. Ola Sr Akira!
    Estou tentando fazer sabão artesanal cold process como os seus para uso pessoal . Fiz uma primeira tentativa que não deu certo , acredito que por causa da concentração da soda ser muito baixa. Não havia na embalagem a concentração da soda. Após pesquisar comprei uma soda com 98% de concentração e em escamas, como diz a embalagem. Fiz a mistura da soda com a água e percebi que a soda demorava para derreter, havia algumas pedras , então medi a temperatura e deu 58 graus. Esperei mais um tanto, mexendo e ela não dissolvia. Resolvi então não continuar com o sabão. Perco a soda mas não azeite.
    Em função disso, e da minha ignorância sobre o assunto, embora esteja procurando me informar gostaria, se o sr. puder me responder, de saber : Qual é a reação da soda em contato com a água, ou seja, qual é a temperatura que ela atinge? E quais outros fatores que quem , como eu, por ter não experiência , devo levar em conta para reconhecer se a soda é boa ou não para o sabão?
    Independente de eventual resposta, agradeço pela sua generosidade em compartilhar seus conhecimentos.
    Um abraço!

    • Edna,
      Muito estranho essa sua soda. A soda dissolve quase imediatamente e a temperatura fica em torno de 80 graus, libera muito calor.
      Se a soda estiver aglomerada melhor quebrar em pedaços menores.
      Se estiver marcado a pureza, indica que é uma produto bom.

  19. Olá professor Akira, estou há dias estudando seu blog e me sinto agora impulsionada a te agradecer de coração pela sua generosidade, organização e clareza. De verdade, muito obrigada!
    Acabo de fazer minha primeira leva de sabonetes e estou muito ansiosa.
    Vejo que a longo prazo eu gostaria de ter domínio do processo, como foi demonstrado pela Violeta acima, calculando valores de NaOH de acordo com óleo e entendendo as propriedades dos óleos. Contudo acredito que precisaria de aulas presenciais para isso. Me parece um tanto complexo… O Sr acredita que com as informações disponíveis aqui eu consigo desenvolver esse conhecimento. Sugere algum caminho?
    Muito obrigada mais uma vez.
    Tatiana

    • Tatiana,
      Vc pode aprender a fazer o cálculo da quantidade de soda a ser usada, tem post sobre isso no site.
      Para ter um completo entendimento o melhor é fazer um curso de saboaria artesanal

  20. Prezado Sr. Akira,
    Estou fazendo o sabonete Cold Process há alguns meses.
    Tenho as seguintes dúvidas que peço-lhe a gentileza de me esclarecer:
    1- A soda (lixívia) destrói as propriedades do extrato glicólico?
    2 – Como calcular a validade do Cold Process?
    3- As infusões, exemplo chá de camomila, são destruídas pela saponificação?
    4- Somente os óleos são suficientes para um bom sabonete?
    5- Somente os óleos essenciais podem da perfume aos sabonetes?

    Antecipadamente agradeço pelo retorno.
    Atenciosamente,

    Heloisa Paixão

    • Heloisa,
      1- Sim, no cold process
      2- O sabão é muito durável, eu tenho sabão feitos há 6 anos e estão perfeitos. Normalmente se coloca o prazo de 2 anos
      3- Sim, mesmo caso 1
      4- Sim, não só suficientes como sem óleos não há sabão
      5- No cold process sim, somente OE ou essencias específicas para cold process

  21. Boa tarde Prof Roberto Akira, muito obrigado pelos ensinamentos aqui encontrados. Suas descobertas, conquistas e pesquisas me encaminharam a entender melhor a arte da fazer sabonetes.
    Ainda tenho muito a aprender e atualmente meu problema é quando a mistura chega no ponto de traço, aquele que está pronto para colocar nos moldes, ela endurece rapidamente, tendo que utilizar o mixer novamente para ele ficar mole e pode despejar nos molde. Além disto, não dá tempo de acrescentar algum corante para fazer um sabonete com cores diferentes. Agradeço professor a orientação que possa me dar.
    A formula que utilizo óleo de coco babaçu, azeite de oliva, óleo de palmas e óleo de resino / 30% – 30% – 30% – 10% – Soda a 14% e água a 36%

    • Jorge,
      Estranho isso do trace ficar encorpado e depois usar o mixer para ficar mole. No trace quanto mais vc usar o mixer mais viscoso fica a massa.
      Para evitar isso, tem que usar o mixer com cuidado, deixando o trace bem leve, o que tb permite misturar pigmento para dar cor

  22. Bom dia ..

    Muito obrigada pelos ensinamentos, sou farmacêutica e estou começando
    a fazer sabonetes.
    Fiz 3 receitas e não consigo chegar no Trace , será a temperatura dos
    óleos ? E também os sabonetes não fazem muita espuma.
    Obrigada
    Roberta

  23. Ola Professor Akira, acompanho teu trabalho a anos!
    Tenho muita admiraçao pelo teu trabalho
    Um serviço á sociedade!

    Minha duvida é a respeito da agua no sabao.
    Aprendi que varia de 27 a 33%
    Sendo 33 para um hot e 27 para um puro oliva.

    Quais fatores alteram a agua no sabao?
    Os oleos insaturados necessitam menos agua?
    Tens alguma referencia para indicar?
    Agradecida

  24. Boa noite Sr. Akira, tenho uma dúvida…a lixívia pode alterar ou minimizar as propriedades dos óleos essências e dos óleos vegetais mais nobres usados no superfating? Obrigada…e parabéns pelo seu trabalho.

    • Liliane,
      Não existe o óleo de superfatting, isso é um dos mitos da saboaria artesanal. Aquele óleo que vc adiciona ao final do traço e que vc chama de SF, não é o óleo que fica sem saponificar. O óleo que fica é a mistura quase proporcional de todos que compõe a sua formulação.
      Alguns OE reagem com a soda, notadamente óleos essenciais que contém ésteres a soda pode reagir e alterar a fragrância

  25. Roberto, agradeço pelaa pesquisas realizadas e disponibilizava a todos. Muito nobre s sua parte. Gostaria de saber se quando ocorre a formação de gel com aumento s temperatura, se é as temperatura alta tem o poder de desconstituir as característica do oleo essencial. Gostaria s saber também se quando ocorre a saponificacao o oleo que saponifica perde suas propriedades, de modo que somente o supperfatty mantém suas propriedades?
    At.

    • Fernanda,
      A temperatura do gel não é muito alta e duradoura que possibilite descaracterizar os óleos essenciais.
      Os componentes dos óleos, além do triglicerídio em sí, podem reagir com a soda; por outro lado o óleo normalmente usado na saboaria artesanal é o óleo refinado, por razões de custos e disponibilidade, e sendo refinado, já foi submetidos ao processo de RDB -refino, desodorização e branqueamento que por si só elimina a maioria dos componentes extra triglicerídio.
      Sobre o superfatting, reveja o seu conceito, que tem equívoco, que constitui os vários mitos da saboaria artesanal. O que sobre no final é uma mistura de óleos que constitui a composição original, e não o óleo add por último

      • Olá Roberto, obrigada pelo retorno.
        Quando pergunto se óleo que reage com a soda perde suas características, de modo que somente o óleo remanescente não saponificado é que trás benefícios é porque penso que se assim for não haveria necessidade de utilizar óleo caros saturados já que depois da saponificação ele perderia os benefícios. Acontece isso?
        Outra coisa em relação ao óleo essencial vi em outros comentários que você comentou até que utilizar óleo essencial acaba meio que perdendo a razão pelo fato de que ele reage na saponificação de modo que seria interessante a utilização de essências sintéticas compatíveis, é isso? Porque também penso que se o óleo essencial após a saponificação perde suas vantagens medicinais seria então melhor utilizar essência?
        Por fim, gostaria de saber se já utilizou papel glassine para revestir a forma, você saberia me dizer se ele funciona igual ao papel manteiga?
        Novamente, obrigada pelo retorno.

        • Fernanda,
          É isso mesmo, não tem muito sentido usar óleos caros, que adianta usar um óleo, por exemplo, de Argan, com todos os benefícios que esse óleo possui para a pele, se o que “interessa para a soda” é a composição de ácidos graxos. Tudo vai virar sabão cuja propriedade estará diretamente ligada à composição de ácidos graxos e não aos componentes “periféricos”do óleo.
          Sempre achei um grande desperdício usar óleos essenciais para dar cheiro ao sabão, pelo seu valor intrínsico. Poucos componentes do OE reagem com a soda e portanto, não há uma perda significativa das propriedades. No cold process só podem ser usados OE ou essencias formuladas especificamente para CP
          Glassine não funciona como o papel manteiga, não serve para revestir os molde, quando não gruda, se desfaz.

  26. Olá Roberto! Td bom?
    Sou de Belém do Pará e estou com o intuito de produzir sabão para comercializar, pois estou desempregada e meu marido tbm e antes eu fazia sabonetes com barras já prontas e não gostava da qualidade delas. Depois de pesquisar muito, me interessei demais em produzir sabao atraves do cold process, porem aqui não tem nenhum lugar que ministre cursos desta especialidade. Amei seu blog, o qual descobri em meio as minhas pesquisas e foi o melhor que encontrei. Gostaria de saber como posso aprender mais sobre o tema, pois gostaria de comecar a fabrica-los o quanto antes!
    Ah, a minha maior duvida é com relação ao cálculo dos oleos, soda, água e essencias.

    Grata desde ja, aguardo sua resposta.

    • Carla,
      Centenas de pessoas aprenderam a fazer saboaria artesanal através dos posts do site. Se pesquisar, vc encontrará respostas para a maioria das dúvidas que surgem.
      Estou em Canaã dos Carajás, acabei de dar um treinamento em saboaria artesanal aqui na cidade, no Assentamento União Américo Santana .
      Quem sabe vc entrando em contato com as pessoas desse projeto vc possa aprender mais rapidamente e objetivamente.

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